quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Enfim... O grande dia!!!

À medida que o tempo passava, crescia nossa vontade de conhecer a “Encantada”.  No dia 22 de outubro, pela manhã, todos estavam prontinhos para nossa visita.

Nossa primeira parada foi a Praça 14-bis. As crianças estavam muito motivadas e adoraram ver a réplica da aeronave tão de perto. Vimos tantas vezes em imagens, vídeos... Desenharam tanto e agora estavam ali, bem de perto.






 Continuamos nossa aventura no Museu de cera. Todas as crianças ficaram bem animadas ao ver Alberto Santos-Dumont. Todos tiraram fotos e ficaram muito emocionados. No Museu também encontramos D. Pedro II e a Princesa Isabel. As meninas adoram essas coisas de reis, princesas e certamente ficavam mais atentas quando o assunto era a Família Real.

André Botafogo



Direto para a Encantada. Todas as crianças estavam entusiasmadas para subir as escadas iniciando com o pé direito! Assistiram um vídeo sobre o inventor e sobre a casa. Partimos para a visitação. A casa de Alberto era pequena, mas cheia de invencionices.  O que as crianças mais gostaram de saber é que ao chegar à cidade, Santos-Dumont hasteava uma bandeira do Brasil no alto do telhado. Dessa forma, era possível saber que o inventor estava em Petrópolis. Ele a retirava quando ia embora. Também souberam que Alberto santos-Dumont gostava de observar o céu através de um telescópio.


Chapéu 

Chuveiro

Telefone

A turma assistindo ao vídeo


Nossa última parada foi no Museu Imperial. Lá, tivemos a oportunidade de ver alguns pertences da Família Imperial. As crianças confirmaram a ideia de que D. Pedro II era uma pessoa muito estudiosa e adorava novidades e inventos e assim como Santos-Dumont, adorava observar as estrelas. Mas a sensação mesmo foi a coroa de D. Pedro II, cheia de brilhantes!!!



Depois de um dia intenso... de volta para o Vale do Cuiabá, cansados, mas felizes!

O fato de sabermos do interesse do inventor e de D. Pedro II pelos astros, nos motivou a pensarmos mais sobre o Sistema Solar. E a partir de leituras sobre planetas e estrelas chegamos ao conceito e ao símbolo do infinito (∞). Eis nosso Sistema Solar:


Um abraço,
Ana Antunes



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

É fazendo que se aprende!


Adriana, avó do André e nossa querida colaboradora, nos emprestou um livro sobre Alberto Santos-Dumont: O gênio da ciência de ontem, de hoje e de sempre, de Carmen L. P. Silveira. É uma edição especial em comemoração ao Centenário do voo do 14-bis.  O livro é destinado ao público adulto.


Li algumas partes com a turma reunida. Em outras ocasiões, após ler em casa,  eu levava algumas curiosidades para comentar com o grupo em sala de aula.

No livro há um CD ROM que mostra a casa onde Alberto nasceu, em Minas Gerais. Atualmente essa casa funciona como Museu Santos-Dumont. O vídeo também mostra alguns pontos da cidade onde há vários monumentos em homenagem ao inventor, como uma réplica do 14-bis, por exemplo.



Após o vídeo, as crianças começaram a fazer várias relações a respeito do que estávamos estudando e eu fui surpreendida em várias ocasiões.


Tácio disse que... “Em nossa cidade também há uma réplica do 14-bis.”

Rhayssa citou que nossa escola também foi renomeada, assim como a cidade de Santos-Dumont: “Nossa escola, Santo Antônio, passou a se chamar Escola de Educação Integral Padre Quinha em homenagem ao padre Quinha.” A cidade de Palmira também trocou de nome em homenagem ao inventor.

Tácio disse que... “Aqui em Petrópolis também tem outra casa de Santos-Dumont. As duas viraram museus.”

Maria Júlia disse... “Na praça de Petrópolis tem uma estátua de um homem lendo um livro.”

Lucas Henrique disse... “É D. Pedro II e a casa dele também virou museu.

Perguntei: Por que essas casas viraram museus?

André: “Eles morreram. O museu deixa as coisas deles lá pra gente ver.”

Depois disso, começamos a fazer várias relações entre a Família Imperial e Alberto Santos-Dumont. O inventor foi morar na França onde a Princesa Isabel foi viver após a Proclamação da República. Os dois se conheciam e Isabel adorava presenciar os inventos pessoalmente. Certa vez, lhe enviou uma medalha de ouro de São Benedito.

Fiquei bem impressionada com essas citações das crianças. Elas estavam fazendo relações muito interessantes. Durante o meu trabalho, procuro criar condições para fazer várias relações sobre os assuntos, os temas,  para criar sentido e não ser uma “aula” dada pela professora sobre um assunto determinado. Penso que as crianças passam a fazer essas relações de forma natural, pois é assim que a coisa acontece.

Acreditar na capacidade dos nossos alunos é o primeiro passo para repensarmos nossa prática pedagógica e melhorarmos sempre a nossa atuação. O segundo passo é avaliarmos constantemente o que fazemos. Olhar para a sua prática, refletir sobre ela é a melhor forma de transformá-la em algo sempre melhor.



Um abraço,

Ana Antunes.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Recebendo visitas!

Fizemos um convite para a Adriana, avó do André, e outro para Verônica, mãe do Tácio para que compartilhassem conosco um pouquinho sobre o Vale do Cuiabá. Nosso objetivo era saber o que os adultos pensavam sobre o bairro e ouvirmos acontecimentos da vida das convidadas.

Adriana foi a primeira. Nosso encontro aconteceu na Casa de leitura e as crianças estavam com muitas expectativas. Fizemos algumas perguntas, como: Há quantos anos você vive aqui no bairro? Você gosta de viver aqui?

Adriana foi muito gentil e respondeu todas as perguntas. Disse que veio para o Vale já adulta e teve dificuldades de adaptação, pois tudo fica muito longe. As ruas não eram asfaltadas e sempre que chovia ficava difícil a locomoção. Citou também que o ônibus demorava muito para passar e isso gerava dificuldades para todos os moradores.

Ela citou um acontecimento muito importante e “divisor de águas” para os moradores: O mutirão de limpeza do rio Santo Antônio pela Prefeitura e pelos moradores. Adriana estava usando uma camiseta do evento e disse que este acabou por deixar os moradores mais unidos. Foram retiradas 17 toneladas de lixo do rio. As crianças ficaram tão perplexas com a história que resolvemos ir até a ponte da escola para ver como estava o rio. Segundo ela, antigamente os moradores pescavam no rio. Em sala de aula fizemos desenhos do antes e depois do mutirão.

Atualmente, Adriana está totalmente adaptada ao bairro e fica feliz por ter feito muitos amigos e espera ver o bairro crescer ainda mais com a sua ajuda.





Tácio estava muito ansioso pela chegada da mãe e quando esta chegou ficou muito feliz. O encontro aconteceu em nossa sala de aula e foi impressionante  ver as crianças tão atentas e entusiasmadas com as histórias de nossas convidadas.

Verônica veio do sertão de Pernambuco para passar férias no Vale do Cuiabá. Ficou encantada e percebeu que ali era um ótimo lugar para viver. Teve seus dois filhos que estudam na Escola Padre Quinha.

Recentemente, Verônica voltou para sua terrinha, mas sentiu que algo estava faltando. Ela sente-se dividida entre a família que está no Nordeste e a vida que construiu por aqui. Os filhos, segundo ela, também estranharam a escola.
                    
Verônica cita que a natureza é motivo de orgulho e de cuidados para a preservação. Ela adora o clima e diz que não tem preço poder ter uma horta em casa para servir alimentos saudáveis para sua família.

Ela cita que o bairro ainda precisa de muitas coisas, pois não temos farmácia, por exemplo, ou ainda, um mercado maior com mais opções de compra. Ela também fica preocupada porque a estrada (via principal do bairro), em muitos pontos não existe calçada para os pedestres e isso é perigoso para as crianças que andam sozinhas.




Receber esses familiares foi muito bom para as crianças do primeiro ano. Foi muito interessante observar a atenção deles ao que estava sendo exposto. Eles estavam mesmo integrados as conversas e aos assuntos tratados. É fundamental trabalharmos neles a capacidade de ouvir o que as outras pessoas estão falando para que consigam processar  as informações, além de obter modelos de expressividade.  À medida que o trabalho de sala de aula é integrado às vivências deles, cria um sentimento de pertencimento, gera sentido ao que está sendo aprendido e isso, para mim, é fundamental na escola que queremos construir. Além disso, responsabilizar-se pelo trabalho com a oralidade é, no mínimo, possibilitar que a criança desenvolva sua competência comunicativa.

Adriana e Verônica, muito obrigada pela parceria.

“A leitura do mundo precede a leitura das palavras.”
Paulo Freire

Um abraço,
Ana


sábado, 4 de janeiro de 2014

Atualizando... Santos-Dumont e novas descobertas

O estudo sobre Santos-Dumont foi muito intenso para a grande maioria das crianças. Em muito se identificaram com as brincadeiras de infância e com o espírito de aventura de Alberto.

No segundo semestre, em agosto, fizemos nosso Festival de Pipas, cujo resultado já foi descrito aqui no blog.

Após concluirmos a leitura do livro Santos-Dumont, da coleção Crianças Famosas, escrito por Neide schilaro Santa rosa e Ângelo Bonito, lemos uma série de obras a respeito do inventor. O primeiro, pura poesia de Sylvia Orthof com ilustrações de Tato: “Sonhando Santos-Dumont”, da Editora salamandra:

Certas noites, diz o povo,
um beija-flor pequenino
sai de dentro de um ovo,
toma banho no chuveiro
lá da casa.
É arteiro:
Flor e asa.
Só que o tal passarinho
tem bigode e um chapéu,
depois de brincar na casa,
sai voando pelo céu.
A casa, a Encantada,
é mimosa, tão bonita!
Em noites enluaradas
ela ronca com um som
de motor de avião.
São os encantos da casa...
Sonhando Santos-Dumont!


O livro é quase um carinho no “menino de asas”.  Sylvia, Alberto... Moradores de Petrópolis, em algum momento de suas vidas... Petrópolis nossa cidade tão Imperial! Conversamos sobre nossa cidade e vimos que é composta por bairros diferentes. Onde cada um mora? Essa foi uma das perguntas disparadoras. As crianças foram dizendo onde moravam e através de suas respostas construímos um gráfico. 



Logo foi possível observar e interpretar as informações que ali estavam. Descobrimos que a maioria dos alunos do 1° ano vive no mesmo bairro onde estuda. Achamos interessante pensar mais sobre esse bairro, pois algumas crianças apenas estudavam nele, mas moravam em outros bairros diferentes. Começamos a listar coisas existentes no bairro e todas as crianças participaram, mesmo as que não moravam. A partir dessa lista, classificamos os seres vivos e os não vivos. O que era natural e o que foi construído pelo homem. Utilizei  estas listas para atividades de escrita e de leitura. Dessa forma os alunos poderiam refletir sobre o sistema de escrita a partir de dados que eles mesmos haviam fornecido.
Ao longo do tempo produzimos um painel sobre o Vale do Cuiabá, onde nossa escola está situada.



O que mais chamou atenção das crianças foram as casas! Aproveitei esse gancho para ler alguns livros sobre casas. Ahhh, e o que não falta são livros sobre casas.... Li as poesias de Roseana murray no livro Casas. A minha casa mais que predileta, a sonolenta, de Audrey Wood e Lar, de Alex Smith. Oportunidade para fazer diferenciação entre gêneros.




Vimos que as casas precisam ser identificadas através do seu endereço e o telefone também é importante para contatos mais urgentes. Cada criança pesquisou seu próprio endereço  e fizemos em sala de aula, uma lista com os telefones dos amigos. Percebemos a importância do número como forma de identificação. Pensamos em outras situações de identificação: veículos, telefones, estabelecimentos, placas, km, marcadores de energia, documentos pessoais, etc. Vimos que esses números, ao contrário do que pensavam antes, não servem para fazermos contas, servem como identificadores. Cada um desenhou sua família para colocar numa casa com endereço e telefone. Através dos estabelecimentos comerciais refletimos sobre os numerais para contarmos... sobre o nosso sistema monetário... adições e subtrações. Novas situações para raciocinar matematicamente!


Em breve, mais atualizações!
Ana






sábado, 31 de agosto de 2013

Na direção do vento



Neste mês de agosto começamos a conhecer no viés da literatura, a vida e a obra de Alberto Santos-Dumont e  descobrindo, aos poucos, quanta Matemática envolve a sua vida, assim como a nossa também!


Lemos o livro Alberto Do sonho ao voo, de José Roberto Luchetti, ilustrado por Angelo Abdu e editado pela Editora Scipione. As crianças tiveram uma visão geral da vida e da obra do inventor.


Estamos lendo, em partes, o livro Santos-Dumont da Coleção Crianças Famosas, de Nereide Schilaro Santa rosa e Angelo Bonito, da Editora Callis. Descobrimos onde e quando Alberto nasceu e já percebemos que desde a sua infância já era um menino curioso e inventivo! Santos-Dumont gostava muito de observar os pássaros durante o voo e assim como muitas crianças adorava soltar pipas. Gostava de produzi-las e preocupava-se com o formato, o tamanho da linha, analisava o peso do papel e principalmente com o vento. Que raciocínio lógico, heim? Quanta Matemática numa pipa!! 


Resolvemos fazer na escola um Festival de Pipas para que todas as turmas pudessem participar. Fomos às salas das outras turmas para falar um pouco do menino Alberto e para convidá-los para o evento depois do convite pronto. (Infelizmente não tirei fotos nesse dia). Apesar de um pouco nervosas e tímidas, as crianças  conseguiram falar coisas interessantes sobre a infância de Santos-Dumont. Uma dessas coisas era que desde pequeno Alberto já mexia e consertava máquinas na fazenda de café de seu pai. 



O festival ocorreu no dia 30 de agosto e foi muito legal ver as crianças maiores ajudando os menores, um oferecendo material ao outro que não tinha, um segurando a pipa para o outro. Foi muito bom ver que as crianças são solidárias e que gostam de brincadeiras simples, como antigamente. Alguns pais de alunos também compareceram e participaram desse momento tão bacana!

E pra quem acha que soltar pipas é fácil, está completamente enganado! O plástico ou o papel precisa estar firme e com varetas leves. O cabresto deve estar bem amarrado e a linha no lugar certo, do contrário a pipa fica rodando. A rabiola ajuda na sustentação: muitas pipas levantaram, mas não conseguiam ficar no ar por falta de rabiolas. A linha também não pode ser muito "fraca", na linguagem das crianças, pois senão arrebenta e a pipa vai embora. Muitas coisas para pensarmos em sala de aula na semana que vem!

Foi uma manhã muito alegre e com gostinho de "queremos mais" !



















sábado, 27 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Esse não pode faltar!!



Conheci o jogo FALTANDO VOGAIS  através da minha professora Lica Araújo e depois de fazê-lo posso afirmar que não vivo mais sem ele em sala de aula e não sou só eu que gosto, as crianças adoram e aprendem brincando.

É um jogo que gera bastante autonomia nos alunos, pois eles aprendem a jogar e brincam praticamente sozinhos. No início eu explico as regras e jogo junto. Depois,  nomeamos um líder que comandará o jogo e tudo é feito por eles.

Clara no comando!
O jogo é composto por fichas de palavras lacunadas (faltando as vogais), e um dado (em cada face uma vogal).   Uma das faces  é o perde a vez. Além de fichinhas de vogais que completarão as cartelas.



No jogo, cada criança participante recebe uma ficha com uma imagem e as letras que formam o  nome da figura, mas sem as vogais e tem como objetivo completar a palavra. Depois que completou a primeira recebe nova ficha e assim vai até que  o primeiro jogador que  completar 3 cartelas  é o vencedor.  Quando a letra não completa a palavra, guarda-se como um banco de letras e ao receber novas cartelas essas letras poderão servir para completá-las.






O que o torna tão bacana é que as crianças brincando, percebem como se forma uma sílaba  e aprendem o conceito rapidinho, melhor do que qualquer explicação do professor. Percebi que  as crianças silábicas, mesmo nas vogais, saem logo dessa hipótese. Na cartela da palavra FOCA, por exemplo, a criança tem a oportunidade de refletir que FO = F+O e CA= C+A. Assim,  a reflexão acontece tanto nas vogais quanto nas consoantes e não somente nas vogais!

 É interessante observar o jogo, pois as crianças fazem a verificação o tempo todo. Assim, se a cartela da FOCA faltar ainda a letra A e a criança tira a vogal O elas dizem: FOCO!  A capacidade reflexiva é colocada à prova o tempo inteiro e isso gera aprendizado certo e imediato.



 Outra coisa que vale ressalva é que cada criança observa o jogo dos outros competidores e sempre tem alguém dizendo: Olha aí, fulano, você tirou a letra A! Ela completa sua palavra! Assim, pode-se perceber que a reflexão é constante!

A Lica também escreveu um excelente post sobre esse jogo que vale conferir:
http://oficinasdealfabetizacao.blogspot.com.br/2011/09/faltando-vogais.html

Mais fotos em:

 https://plus.google.com/photos/108078716655206599526/albums/5583319087848065873?banner=pwa

Fica a dica!!!

Ana