terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Exposição Do sonho ao voo!


Tudo o que foi feito durante o segundo semestre ficou registrado e nós mostramos aos pais em uma exposição no final de 2013. 

Pedimos aos alunos que viessem caracterizados para o fechamento do nosso trabalho. A maioria dos meninos retrataram Santos-Dumont. As meninas preferiram as princesas Isabel e Leopoldina.

Reunimos todas as crianças para a explicação para os pais. Fui dirigindo a conversa e as crianças foram relatando o que sabiam. Falamos por uns 45 minutos. Foi incrível perceber como esse trabalho foi realmente significativo para as crianças. Através de suas falas, os familiares viram como as crianças aprenderam sobre muitas coisas e certamente isso vai ficar na lembrança de cada um deles. Que bom fazer parte disso!

Cada pipa retrata um momento da infância e da adolescência do inventor. Trabalhamos com a sequência temporal.

Mandalas ao fundo. Buscando padrões na natureza. Trabalho Arte e Natureza Prof. Ana Lúcia Leite
 


Nossas casas, nossas famílias  Números que identificam: endereço, telefones, documentos

Princesa Isabel e D. Pedro II nas janelas

Fotos tiradas na Casa de Santos-Dumont, em Petrópolis

Conhecendo melhor o bairro onde estudamos. Número das casas, dos estabelecimentos, sistema monetário.


Sistema Solar. Ideia e símbolo de infinito



Escolha de profissões

Fotos dos alunos com santos-Dumont (Museu de Cera) e Balão Brasil

Relógio de pulso. Hora 

Painel dos feitos de Alberto santos-Dumont  Sequência numérica e outros conceitos como mecânica



Maria Eduarda, Tácio e Maria Júlia

Maria Eduarda, Tácio, Maria Júlia e André.

E certamente aqui termina mais uma missão! 


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Conhecendo seus feitos

No segundo semestre, ainda utilizamos os seguintes livros:

Santos-Dumont O menino voador, de Laurent Godoy e ilustrações de Custódio e Santos Dumont inventor, de Francisco de Assis Barbosa, da Editora José Olímpio.



 Esses dois livros foram lidos em capítulos. Eu adoro essa modalidade de leitura. Traz muitas possibilidades ao professor. Podemos parar num momento muito importante, suscitando muita curiosidade nas crianças. No dia seguinte, as crianças logo pedirão a leitura do próximo trecho. É possível também que o professor lance perguntas a respeito do que poderá acontecer. Dessa forma, as crianças lançam hipóteses e assim desenvolvem o raciocínio, pois pensam logicamente a respeito das possibilidades. O professor pode ir mais longe, questionando essas hipóteses como viáveis ou não. A criança poderá também ter um momento para justificar seus pensamentos.

O trabalho com esses dois livros levaram ao estudo dos principais feitos de Alberto Santos-Dumont. Minha ideia era que as crianças conhecessem suas invenções mais profundamente, além de chegarmos a outros questionamentos, como a sequência numérica, por exemplo. Ao criar seus dirigíveis, o inventor os numerava. Assim, fomos conhecendo as características dos inventos pela numeração. Foi interessante observar que as crianças começaram usar os numerais como referência. Por exemplo:

“O número 1 subiu como um balão e desceu como uma pipa!”
“O número 5 caiu em cima de um hotel.”
“O número 6 conseguiu vencer o prêmio Deutsch!”
“Santos-Dumont não criou o dirigível 8, pois não gostava desse número!”

Com o dirigível número 6, Santos-Dumont, vivenciou momentos de muita fama. Foi com ele que conseguiu contornar a Torre Eiffel em 30 minutos. Num jantar na França, Alberto pede a Louis Cartier que lhe faça um relógio-bracelete. Seria, para o inventor, a melhor forma de controlar o tempo, pois nessa época se usava o relógio de bolso. Portanto, se você usa relógio de pulso, agradeça nosso incansável inventor e saiba que você utiliza um modelo Santos! (Pelo menos pela pulseira!) E por aqui está na hora de ver as horas!

Primeiro fizemos os braços. Os relógios eram móveis.
É importante que es crianças percebam que a Matemática não está isolada no mundo. Nós podemos demonstrar isso a relacionando as demais áreas do conhecimento. O trabalho com os números vai muito além do que contar, apesar da contagem ser importante para a formação do conceito de número, mas pretende formar um conhecimento matemático.

Nesse período, as crianças foram conhecendo os inventos e desenhando-os. Segundo Kátia Smolle, “O desenho, para além de aspectos artísticos, serve como um recurso para documentar vivências, experiências sensações, e expressar tudo o que for apresentado de significativo para a criança. “


Através desses desenhos fomos construindo um painel informativo com os dados mais importantes sobre seus feitos.


A criançada percebeu com muita propriedade que a Matemática esteve tão presente na vida do inventor, mas que, na verdade, está presente na vida de todos nós e que todas as profissões necessitam de alguma forma da Matemática.

Assim como Santos-Dumont já sabia o que queria desde cedo, nossos amiguinhos foram logo tratando de escolher suas profissões. 


Até mais!
Ana Antunes

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Enfim... O grande dia!!!

À medida que o tempo passava, crescia nossa vontade de conhecer a “Encantada”.  No dia 22 de outubro, pela manhã, todos estavam prontinhos para nossa visita.

Nossa primeira parada foi a Praça 14-bis. As crianças estavam muito motivadas e adoraram ver a réplica da aeronave tão de perto. Vimos tantas vezes em imagens, vídeos... Desenharam tanto e agora estavam ali, bem de perto.






 Continuamos nossa aventura no Museu de cera. Todas as crianças ficaram bem animadas ao ver Alberto Santos-Dumont. Todos tiraram fotos e ficaram muito emocionados. No Museu também encontramos D. Pedro II e a Princesa Isabel. As meninas adoram essas coisas de reis, princesas e certamente ficavam mais atentas quando o assunto era a Família Real.

André Botafogo



Direto para a Encantada. Todas as crianças estavam entusiasmadas para subir as escadas iniciando com o pé direito! Assistiram um vídeo sobre o inventor e sobre a casa. Partimos para a visitação. A casa de Alberto era pequena, mas cheia de invencionices.  O que as crianças mais gostaram de saber é que ao chegar à cidade, Santos-Dumont hasteava uma bandeira do Brasil no alto do telhado. Dessa forma, era possível saber que o inventor estava em Petrópolis. Ele a retirava quando ia embora. Também souberam que Alberto santos-Dumont gostava de observar o céu através de um telescópio.


Chapéu 

Chuveiro

Telefone

A turma assistindo ao vídeo


Nossa última parada foi no Museu Imperial. Lá, tivemos a oportunidade de ver alguns pertences da Família Imperial. As crianças confirmaram a ideia de que D. Pedro II era uma pessoa muito estudiosa e adorava novidades e inventos e assim como Santos-Dumont, adorava observar as estrelas. Mas a sensação mesmo foi a coroa de D. Pedro II, cheia de brilhantes!!!



Depois de um dia intenso... de volta para o Vale do Cuiabá, cansados, mas felizes!

O fato de sabermos do interesse do inventor e de D. Pedro II pelos astros, nos motivou a pensarmos mais sobre o Sistema Solar. E a partir de leituras sobre planetas e estrelas chegamos ao conceito e ao símbolo do infinito (∞). Eis nosso Sistema Solar:


Um abraço,
Ana Antunes



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

É fazendo que se aprende!


Adriana, avó do André e nossa querida colaboradora, nos emprestou um livro sobre Alberto Santos-Dumont: O gênio da ciência de ontem, de hoje e de sempre, de Carmen L. P. Silveira. É uma edição especial em comemoração ao Centenário do voo do 14-bis.  O livro é destinado ao público adulto.


Li algumas partes com a turma reunida. Em outras ocasiões, após ler em casa,  eu levava algumas curiosidades para comentar com o grupo em sala de aula.

No livro há um CD ROM que mostra a casa onde Alberto nasceu, em Minas Gerais. Atualmente essa casa funciona como Museu Santos-Dumont. O vídeo também mostra alguns pontos da cidade onde há vários monumentos em homenagem ao inventor, como uma réplica do 14-bis, por exemplo.



Após o vídeo, as crianças começaram a fazer várias relações a respeito do que estávamos estudando e eu fui surpreendida em várias ocasiões.


Tácio disse que... “Em nossa cidade também há uma réplica do 14-bis.”

Rhayssa citou que nossa escola também foi renomeada, assim como a cidade de Santos-Dumont: “Nossa escola, Santo Antônio, passou a se chamar Escola de Educação Integral Padre Quinha em homenagem ao padre Quinha.” A cidade de Palmira também trocou de nome em homenagem ao inventor.

Tácio disse que... “Aqui em Petrópolis também tem outra casa de Santos-Dumont. As duas viraram museus.”

Maria Júlia disse... “Na praça de Petrópolis tem uma estátua de um homem lendo um livro.”

Lucas Henrique disse... “É D. Pedro II e a casa dele também virou museu.

Perguntei: Por que essas casas viraram museus?

André: “Eles morreram. O museu deixa as coisas deles lá pra gente ver.”

Depois disso, começamos a fazer várias relações entre a Família Imperial e Alberto Santos-Dumont. O inventor foi morar na França onde a Princesa Isabel foi viver após a Proclamação da República. Os dois se conheciam e Isabel adorava presenciar os inventos pessoalmente. Certa vez, lhe enviou uma medalha de ouro de São Benedito.

Fiquei bem impressionada com essas citações das crianças. Elas estavam fazendo relações muito interessantes. Durante o meu trabalho, procuro criar condições para fazer várias relações sobre os assuntos, os temas,  para criar sentido e não ser uma “aula” dada pela professora sobre um assunto determinado. Penso que as crianças passam a fazer essas relações de forma natural, pois é assim que a coisa acontece.

Acreditar na capacidade dos nossos alunos é o primeiro passo para repensarmos nossa prática pedagógica e melhorarmos sempre a nossa atuação. O segundo passo é avaliarmos constantemente o que fazemos. Olhar para a sua prática, refletir sobre ela é a melhor forma de transformá-la em algo sempre melhor.



Um abraço,

Ana Antunes.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Recebendo visitas!

Fizemos um convite para a Adriana, avó do André, e outro para Verônica, mãe do Tácio para que compartilhassem conosco um pouquinho sobre o Vale do Cuiabá. Nosso objetivo era saber o que os adultos pensavam sobre o bairro e ouvirmos acontecimentos da vida das convidadas.

Adriana foi a primeira. Nosso encontro aconteceu na Casa de leitura e as crianças estavam com muitas expectativas. Fizemos algumas perguntas, como: Há quantos anos você vive aqui no bairro? Você gosta de viver aqui?

Adriana foi muito gentil e respondeu todas as perguntas. Disse que veio para o Vale já adulta e teve dificuldades de adaptação, pois tudo fica muito longe. As ruas não eram asfaltadas e sempre que chovia ficava difícil a locomoção. Citou também que o ônibus demorava muito para passar e isso gerava dificuldades para todos os moradores.

Ela citou um acontecimento muito importante e “divisor de águas” para os moradores: O mutirão de limpeza do rio Santo Antônio pela Prefeitura e pelos moradores. Adriana estava usando uma camiseta do evento e disse que este acabou por deixar os moradores mais unidos. Foram retiradas 17 toneladas de lixo do rio. As crianças ficaram tão perplexas com a história que resolvemos ir até a ponte da escola para ver como estava o rio. Segundo ela, antigamente os moradores pescavam no rio. Em sala de aula fizemos desenhos do antes e depois do mutirão.

Atualmente, Adriana está totalmente adaptada ao bairro e fica feliz por ter feito muitos amigos e espera ver o bairro crescer ainda mais com a sua ajuda.





Tácio estava muito ansioso pela chegada da mãe e quando esta chegou ficou muito feliz. O encontro aconteceu em nossa sala de aula e foi impressionante  ver as crianças tão atentas e entusiasmadas com as histórias de nossas convidadas.

Verônica veio do sertão de Pernambuco para passar férias no Vale do Cuiabá. Ficou encantada e percebeu que ali era um ótimo lugar para viver. Teve seus dois filhos que estudam na Escola Padre Quinha.

Recentemente, Verônica voltou para sua terrinha, mas sentiu que algo estava faltando. Ela sente-se dividida entre a família que está no Nordeste e a vida que construiu por aqui. Os filhos, segundo ela, também estranharam a escola.
                    
Verônica cita que a natureza é motivo de orgulho e de cuidados para a preservação. Ela adora o clima e diz que não tem preço poder ter uma horta em casa para servir alimentos saudáveis para sua família.

Ela cita que o bairro ainda precisa de muitas coisas, pois não temos farmácia, por exemplo, ou ainda, um mercado maior com mais opções de compra. Ela também fica preocupada porque a estrada (via principal do bairro), em muitos pontos não existe calçada para os pedestres e isso é perigoso para as crianças que andam sozinhas.




Receber esses familiares foi muito bom para as crianças do primeiro ano. Foi muito interessante observar a atenção deles ao que estava sendo exposto. Eles estavam mesmo integrados as conversas e aos assuntos tratados. É fundamental trabalharmos neles a capacidade de ouvir o que as outras pessoas estão falando para que consigam processar  as informações, além de obter modelos de expressividade.  À medida que o trabalho de sala de aula é integrado às vivências deles, cria um sentimento de pertencimento, gera sentido ao que está sendo aprendido e isso, para mim, é fundamental na escola que queremos construir. Além disso, responsabilizar-se pelo trabalho com a oralidade é, no mínimo, possibilitar que a criança desenvolva sua competência comunicativa.

Adriana e Verônica, muito obrigada pela parceria.

“A leitura do mundo precede a leitura das palavras.”
Paulo Freire

Um abraço,
Ana


sábado, 4 de janeiro de 2014

Atualizando... Santos-Dumont e novas descobertas

O estudo sobre Santos-Dumont foi muito intenso para a grande maioria das crianças. Em muito se identificaram com as brincadeiras de infância e com o espírito de aventura de Alberto.

No segundo semestre, em agosto, fizemos nosso Festival de Pipas, cujo resultado já foi descrito aqui no blog.

Após concluirmos a leitura do livro Santos-Dumont, da coleção Crianças Famosas, escrito por Neide schilaro Santa rosa e Ângelo Bonito, lemos uma série de obras a respeito do inventor. O primeiro, pura poesia de Sylvia Orthof com ilustrações de Tato: “Sonhando Santos-Dumont”, da Editora salamandra:

Certas noites, diz o povo,
um beija-flor pequenino
sai de dentro de um ovo,
toma banho no chuveiro
lá da casa.
É arteiro:
Flor e asa.
Só que o tal passarinho
tem bigode e um chapéu,
depois de brincar na casa,
sai voando pelo céu.
A casa, a Encantada,
é mimosa, tão bonita!
Em noites enluaradas
ela ronca com um som
de motor de avião.
São os encantos da casa...
Sonhando Santos-Dumont!


O livro é quase um carinho no “menino de asas”.  Sylvia, Alberto... Moradores de Petrópolis, em algum momento de suas vidas... Petrópolis nossa cidade tão Imperial! Conversamos sobre nossa cidade e vimos que é composta por bairros diferentes. Onde cada um mora? Essa foi uma das perguntas disparadoras. As crianças foram dizendo onde moravam e através de suas respostas construímos um gráfico. 



Logo foi possível observar e interpretar as informações que ali estavam. Descobrimos que a maioria dos alunos do 1° ano vive no mesmo bairro onde estuda. Achamos interessante pensar mais sobre esse bairro, pois algumas crianças apenas estudavam nele, mas moravam em outros bairros diferentes. Começamos a listar coisas existentes no bairro e todas as crianças participaram, mesmo as que não moravam. A partir dessa lista, classificamos os seres vivos e os não vivos. O que era natural e o que foi construído pelo homem. Utilizei  estas listas para atividades de escrita e de leitura. Dessa forma os alunos poderiam refletir sobre o sistema de escrita a partir de dados que eles mesmos haviam fornecido.
Ao longo do tempo produzimos um painel sobre o Vale do Cuiabá, onde nossa escola está situada.



O que mais chamou atenção das crianças foram as casas! Aproveitei esse gancho para ler alguns livros sobre casas. Ahhh, e o que não falta são livros sobre casas.... Li as poesias de Roseana murray no livro Casas. A minha casa mais que predileta, a sonolenta, de Audrey Wood e Lar, de Alex Smith. Oportunidade para fazer diferenciação entre gêneros.




Vimos que as casas precisam ser identificadas através do seu endereço e o telefone também é importante para contatos mais urgentes. Cada criança pesquisou seu próprio endereço  e fizemos em sala de aula, uma lista com os telefones dos amigos. Percebemos a importância do número como forma de identificação. Pensamos em outras situações de identificação: veículos, telefones, estabelecimentos, placas, km, marcadores de energia, documentos pessoais, etc. Vimos que esses números, ao contrário do que pensavam antes, não servem para fazermos contas, servem como identificadores. Cada um desenhou sua família para colocar numa casa com endereço e telefone. Através dos estabelecimentos comerciais refletimos sobre os numerais para contarmos... sobre o nosso sistema monetário... adições e subtrações. Novas situações para raciocinar matematicamente!


Em breve, mais atualizações!
Ana