segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quem procura...Matemática acha!





Hoje vou mostrar um pouquinho da exposição Quem procura... Matemática acha! Finalizamos o semestre e as crianças já compreenderam que há Matemática em todos os lugares. Se fizermos uma boa leitura, com visão de detetives, vamos logo encontrar. Para costurar tudo o que havíamos estudado no bimestre, fizemos essa exposição para os pais dos alunos.


Já havia comentado em outro post sobre a canastrinha da Emília. A questão era relacionar alguns objetos usados no cotidiano com a Matemática e principalmente perceber a Matemática em si mesmo. Quando vi o trabalho da Kelly, professora do meu filho, sobre a Zilda Arns, achei o máximo e vi logo que isso era uma oportunidade de levar um bom exemplo de ser humano para as crianças... Humanizar a “coisa toda”! E quanta Matemática tem na vida e no trabalho de Zilda. E pra melhorar... tinha total relação com o que eu estava tentando propor para meu grupo. E, por tudo isso, dedico esse trabalho a Kelly.








Começamos lendo a carta da Emília que apresentava a Zilda Arns... Depois passamos a ler textos biográficos sobre a médica. Todo nós temos uma História! Então cada um pensou e pesquisou em casa sobre a sua própria história... Fatos importantes ocorridos em sua vida, ano a ano, pois as crianças precisavam compreender também a passagem de doze meses para completar um ano. Assim, escreviam e desenhavam um fato interessante quando tinham 1 ano, depois 2 anos... até os dias de hoje. Isso tudo foi registrado como um filme.




Através do cartaz abaixo as crianças compreenderam uma série de conceitos. O principal deles foi compreender que a nossa idade é contada a partir do ano que nascemos. É lógico para nós adultos, mas complexo para as crianças entenderem. Era abstrato demais dizer que quem nasceu primeiro era mais velho!!! Eles se desenharam e se posicionaram na tabela. Dessa forma, foram contando os anos e constataram sua idade. Outra oportunidade surgiu, pois quem nasceu em 2006 e faz aniversário em dezembro, por exemplo, ainda tem seis anos, mas na tabela abaixo a contagem dá 7. Uma oportunidade para compreender novamente a passagem do tempo através dos meses. Quantos alunos nasceram em 2005? E em 2006? Um aluno fez o seguinte comentário: "Ah, se a maioria nasceu em 2006 é por isso que está na mesma classe, no primeiro ano!"


Zilda Arns é brasileira, nós também... Uma oportunidade para procurar Matemática em mapas e bandeiras. Retângulos, círculos e losangos....



Conhecemos o trabalho da Pastoral da Criança. Através desse trabalho as crianças aprenderam sobre o soro caseiro e a multimistura.




Qual o meu peso? E a minha altura? Qual o número do meu calçado? Esses números serão sempre os mesmos? O que preciso fazer para ser sempre saudável?  Oportunidade para usar a fita métrica e a balança.


Através dos conhecimentos sobre a multimistura, pensamos como é importante a manutenção da nossa saúde através de uma boa alimentação.

Analisamos o cardápio semanal da merenda escolar e essa foi uma boa oportunidade para ler e escrever listas de alimentos, além de analisar questões ortográficas importantes para o grupo.


Cada um tem sua altura

Tamanho dos nossos calçados

Oportunidade para aprender a amarrar os cadarços
Todos os dados que iam sendo coletados e conhecidos foram sendo registrados numa tabela em sala de aula. As crianças compreenderam o conceito de linha e coluna, fundamental na busca de informações em tabelas desse tipo.


 Assim como no primeiro bimestre, retomamos o início do projeto, através da análise de uma tela de Kandinsky e fizemos uma reprodução da tela Farbstudie Quadrate. As crianças trabalharam duro, mas gostaram do resultado final. 


Essa tela também serviu de inspiração para a confecção de um móbile para a sala de aula.

Pintura de cds usados e fotos das crianças com a lupa

A professora Ana Lúcia Leite, de Educação Ambiental, também procurou Matemática na natureza. A ideia foi compreender que também fazemos parte da natureza e ir em busca de padrões. As crianças criaram mandalas com elementos da natureza.


A Casa de Leitura, através do trabalho de Lília e Bruna, investigaram a Matemática nas obras de arte de Vincent Van Gogh e criaram um livro sobre o pintor e sua obra. Esse livro também foi apresentado aos pais no dia da nossa culminância.


Alunos e seus familiares

A professora de dança, Micheline, apresentou uma coreografia com a música de um filme do 007. Eles adoraram participar. Que pode ser vista aqui: 



Espero que tenham gostado. No próximo bimestre continuaremos investigando... Agora procuraremos a Matemática em volta de nós! Até breve... 







sábado, 8 de junho de 2013

A canastrinha da Emília no Vale do Cuiabá




Assim que soube que o 1° ano está no Projeto Quem procura...Matemática acha!, Emília (Essa mesma que você está pensando, a do Sítio),  tratou logo de escrever uma cartinha para os novos amiguinhos! E ainda fez mais que isso: enviou, emprestada, sua canastrinha para explorarmos e usarmos, com cuidado, seus objetos!

  

 Cada criança levantou sua hipótese a cerca do que havia dentro da caixa: ouro, dinheiro, formas, diamante, brinquedo, livro...


       
Ao abrirmos sua canastrinha encontramos relógio, bolinhas de gude, termômetro, régua, fita métrica, calculadora, dado, dinheirinhos e calendário! Só podia ser coisa mesmo de uma boneca tão esperta! Emília também nos mandou um texto sobre Zilda Arns e a Pastoral da Criança. (Essa ideia, de relacionar o conteúdo matemático em questão à imagem de Zilda Arns é de uma professora muito especial, a Kelly, professora do meu filho Lucas!) E coisa boa tem que andar pra frente, se multiplicar! E foi assim (depois que ela autorizou),  que já chegou à minha sala de aula.  Os alunos aprenderão mais sobre peso, altura, soro caseiro, alimentação e multimistura. Já nesse primeiro momento as crianças gostaram muito e mostraram-se curiosos a respeito da vida dela porque Zilda Arns tinha uma preocupação muito grande com a saúde e o modo de vida das crianças principalmente.









 Através da canastrinha, vamos explorar tudo o que pudermos! Colocaremos, por exemplo, o relógio na sala de aula para aprendermos as horas no seu uso, em função dos nossos horários. Cada material será explorado no seu uso real. E estes também servirão (claro), para a exploração em Língua Portuguesa. Listas, informativos, fichas, textos instrucionais... 




A Matemática está em todos os lugares. Você a vê? No início do projeto as crianças achavam que os números serviam somente para contar. Após algumas explorações já compreendem que os números servem como código, para indicar medida e peso, para contar o tempo e muitas outras coisas. Certamente, ao finalizarmos o projeto, muitos conteúdos matemáticos serão aprendidos, mas algo mais estará incorporado nas crianças: uma nova forma de olhar, uma leitura diferente do mundo que nos cerca. Ver para além dos olhos!

domingo, 12 de maio de 2013

Jogando e aprendendo!


Olá, pessoas!


Hoje vou compartilhar uma experiência com um material muito importante para o primeiro ano: Bingo de letras.

Todos nós sabemos que cada criança tem seu ritmo próprio, mesmo aquelas que vieram de um processo anterior, na Educação Infantil. As experiências vividas no cotidiano, às práticas sociais, o uso da leitura e da escrita pela família fazem total diferença quando os recebemos no primeiro ano.  Sendo assim, muitos já  trazem essas vivências e esses conhecimentos, outros ainda não.  É importante criar, desde o início, possibilidades para que  todas as crianças adquiram tais conhecimentos, o das letras principalmente, o mais rápido possível, pois assim terão condições de interagir no processos de reflexão da linguagem.

É um material fácil de confeccionar e importante lembrar que todas as letras devem ser contempladas. Como será utilizado sempre, deve ser produzido com material resistente e plastificar é o ideal.  Usando o computador ou recortando letras de revistas, pode-se criar um bingo bem bonito que será  motivador para a criançada.

Gosto de trabalhar com o bingo porque é muito dinâmico e o resultado é visível e rápido. A criança gosta do jogo, da brincadeira. É uma forma bem prática de entrar em contato com todas as letras do alfabeto ao mesmo tempo.  É importante diversificar: uma vez o professor sorteia e fala o nome da letra, outra vez o professor sorteia e as crianças dizem o nome da letra e até mesmo  uma criança faz a vez do sorteador.

 Após algum tempo de uso, o professor pode pensar que não necessita mais dele, mas há outra forma de utilizá-lo. No momento do sorteio, ao invés de mostrarmos a letra para que falem o nome, criamos questões, como: ...É a letra do João!  É a letra que está no final de bola. E assim a criança joga pensando fonologicamente.  É interessante observar a capacidade das crianças: quando estão  agrupadas em mesas grandes, além de cuidarem da sua própria cartela, também observam a cartela dos outros: “Olha aí, você tem a letra B!” Outros bingos, como o de nomes, são fontes de muitos conhecimentos.


Como tenho muitas tampinhas de garrafa peço que peguem a quantidade necessária para serem os marcadores. Já é um novo desafio: pensar na quantidade de letras da cartela e buscar tampinhas que correspondam a essa quantidade. A diversão está garantida! Ah, e o melhor, a aprendizagem vem junto!








Um abraço,
Ana

domingo, 5 de maio de 2013

Quem quer vitamina?

Oi, amigos!


Vou compartilhar com vocês uma experiência que foi bem interessante! Durante o trabalho com a parlenda da Vaca Amarela, levei para a criançada um vídeo da Kika: De onde vem o leite?  Esses vídeos  são bem conhecidos e são muito legais. Este, especificamente, mostrava a produção do leite, desde a ordenha até chegar à nossa mesa. 




Lemos um texto informativo sobre a vaca e buscamos as informações mais importantes, no próprio texto, para criarmos a ficha desse animal. Foi interessante, pois essas fichas são cheias de dados.  Como o projeto que estou realizando com eles  tem o objetivo de procurar a Matemática em todos os lugares, acabamos encontramos muita Matemática através da altura, do peso, do tempo de vida desse animal. Nas hipóteses deles, os números serviam apenas para contar... 

Mostrei os numerais que  correspondiam ao peso a altura e ao tempo de vida e perguntei para que serviam? Depois de uma boa conversa eles próprios chegaram a conclusão de que os números também servem para indicar também medida e  peso. Foi uma boa descoberta!


Continuamos a pensar em coisas que poderiam ser fabricadas, feitas com leite. Surgiu uma lista com vários produtos. Novas oportunidades de leitura e escrita.

Num outro dia, levei a receita de uma Vitamina de Banana. Fomos todos para a cozinha da escola para prepará-la...




Na cozinha... Novas reflexões acerca dos numerais presentes na receita: quantidade, medida, proporções... O que aconteceria se não seguíssemos a receita? E se colocássemos açúcar demais? O que cada algarismo estava representando na receita? 

Em sala de aula... Pensamos sobre as características do gênero. Como o texto aparece escrito? A separação dos ingredientes, do modo de fazer. Como já havíamos lido outras receitas anteriormente,  ficou mais fácil, pois já tinham referências. Onde está escrito cada coisa, ajustar o que se fala ao que se lê...

Cada criança, como tarefa de casa, tinha a missão de ler a receita para a mãe e, provavelmente, infernizá-la para fazer! Rsrsrsrs






Que tal uma vitamina de banana? Sirva-se à vontade!






domingo, 21 de abril de 2013

Quem bebeu o xixi da vaca amarela?


VACA AMARELA
FEZ XIXI NA GAMELA
CABRITO MEXEU, MEXEU
QUEM RIR PRIMEIRO
BEBEU O XIXI DELA

Na semana que passou, continuamos a trabalhar com o texto Vaca Amarela, de Sérgio Capparelli. As crianças estão gostando muito e é sempre muito divertido para todos nós. 

Em nossa escola, no Vale do Cuiabá, temos um jardineiro, o Silvio. Todos nós sabemos, inclusive as crianças, que ele é muito prestativo: tudo o que a gente pede ele dá um jeitinho de conseguir. Sendo assim, falei para as crianças, como estamos na zona rural, que eu havia pedido ao Silvio para conseguir um pouco de xixi de vaca, mas que, provavelmente, seria muito difícil de conseguir. Todas as  crianças riram e fizeram vários comentários.

Como já havíamos trabalhado com a primeira parte do texto, a segunda já estava bem mais fácil para ler, adequando o falado ao escrito. Fizemos uma primeira leitura para lembrar o texto anterior e verificar o que mudou. Assim, onde era COCÔ, passou a ser XIXI, PANELA virou GAMELA, FALAR passou a ser RIR e COMEU virou BEBEU.  Novas oportunidades para trabalhar o mesmo texto com variações.   Certamente quando chegarmos à última parte eles terão elementos suficientes para escrever o texto sozinhos!

Pensamos e refletimos sobre as variações: onde apareceram as novas palavras, quais as substituíram, e  o que permaneceu igual.  Isso é bom para que verifiquem a permanência da escrita: VACA será sempre escrita da mesma forma.  Outras questões também foram repensadas: a duplicação das sílabas em cocô e xixi. Mudança apenas de algumas letras para formar palavras diferentes: panela, gamela.

Como foi uma vantagem transgredir a regra na primeira fase, afinal o cocô era de chocolate, muitas crianças quiseram rir. Todo mundo achava graça e ria bastante! O que seria o xixi da vaca?

Após várias rodadas da brincadeira, identificamos a primeira risonha! Monique, minha auxiliar (Que chique!), foi buscar o xixi da vaca, mas pediu ao Silvio que o levasse. Foi ótimo, pois deu mais veracidade a nossa brincadeira. Quando as crianças o viram foi um verdadeiro “Deus nos acuda!”



Lunanda, a risonha, não queria mais experimentar o xixi, mas todos achavam que ela deveria, pois foi a primeira a rir. Ela resolveu experimentar: “Bom!” Todas as outras crianças, mesmo sem saber o que era, queriam beber... Até que o segredo foi revelado: Guaraná natural... Hum, delícia!


Pintando palavras significativas no texto:


Ordenando os versos e lendo: