quinta-feira, 18 de julho de 2013

Kit Maneco Caneco Chapéu de Funil







Luis Hellmeister de Camargo ou simplesmente Luis Camargo é o autor desse quarteto que a partir de 1980 foi sendo lançado. além de escritor, Luís Camargo também é o ilustrador da coleção, pois é formado em artes plásticas. Antes de publicar livros, Luís desenhava peças de teatro. Ele mesmo conta um pouco dessa história em:

Há muito tempo que tinha os os livros Maneco Caneco Chapéu de Funil e Panela de Arroz. Sempre usei com meus alunos. As crianças sempre gostam e demonstram interesse por elas. Os meus são da segunda edição! Velhinhos...

Numa conversa, com minha amiga Lica, conheci os outros dois que pertencem à coleção: Bule de Café e Folia de Feijão. Foi uma conversa engraçada, pois ela me perguntou se eu conhecia Maneco Caneco de um jeito... Como se ela tivesse quase certeza do meu desconhecimento por ser um livro antigo. A surpresa foi ótima quando eu disse que conhecia e possuía! Coisa do além mesmo, coincidência, de amigas! Ah... Isso tudo pela internet, pois a Lica é de Salvador.

Lica fez um kit bem legal do livro Panela de arroz. Como eu gosto muito do Maneco, pois me acompanha um bom tempo, um amigo, resolvi fazer um kit do livro. Ainda teremos que pensar em algo para o café e o feijão!

Maneco Caneco faz parte também da Série Lagarta Pintada e conta a história de um boneco que é formado a partir de objetos de uma cozinha “onde nunca se cozinhava nada”... E cansados de nada fazer os objetos vão indo embora, mas encontram-se, e ao poucos, vão se transformando no Maneco Caneco. Depois de formado, Maneco encontra um armário e vai abrindo portas e descobrindo roupas que vai utilizando para vestir-se. Numa última porta encontra o Leitão leitor que se torna o cavalinho de Maneco. Os dois saem em busca de aventuras.

O texto traz ainda textos de nossa tradição oral: O meu chapéu tem três pontas (que vira... O meu chapéu é um funil...), e Lá na rua 24 a mulher matou um gato. O livro em si já é um barato, cheio de imprevistos e aventuras. Muitas possibilidades de exploração do livro podem ser encontradas. Eu achei algumas e após uma leitura bem caprichada para cativar a criançada podemos lançar mão de materiais que, de forma significativa e integrada, nos ajudarão na alfabetização dos alunos.



O KIT MANECO CANECO CHAPÉU DE FUNIL É COMPOSTO DE UM MATERIAL BEM INTERATIVO:


PALAVRAS QUE FORMAM O TÍTULO DA HISTÓRIA
Muitas vezes a gente não se dá conta que o título das histórias pode se transformar em fonte de informação e reflexão fonológica.



UM BONECO MONTÁVEL
As peças são separadas e o professor pode utilizá-lo no momento da leitura da história montando o boneco à medida que os objetos vão se juntando. Ou pode-se criar outra atividade, em momentos diferentes para a montagem, mas eu prefiro durante a leitura.



NOMES DOS OBJETOS DE COZINHA QUE FORMAM O BONECO
Separadamente as peças representam objetos de cozinha e possuem os respectivos nomes. O professor pode ampliar o repertório de palavras elencando com as crianças outros objetos que não apareceram na história.



ROUPAS UTILIZADAS PELO MANECO COM SEUS NOMES
Também criei as roupas para vestir o Maneco com as fichas de nomes. Assim como os objetos de cozinha também podemos ampliar o repertório com nomes de outras peças. 





Tudo que é bom nunca sai de moda, não é? Espero que tenham gostado! Até a próxima!



segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quem procura...Matemática acha!





Hoje vou mostrar um pouquinho da exposição Quem procura... Matemática acha! Finalizamos o semestre e as crianças já compreenderam que há Matemática em todos os lugares. Se fizermos uma boa leitura, com visão de detetives, vamos logo encontrar. Para costurar tudo o que havíamos estudado no bimestre, fizemos essa exposição para os pais dos alunos.


Já havia comentado em outro post sobre a canastrinha da Emília. A questão era relacionar alguns objetos usados no cotidiano com a Matemática e principalmente perceber a Matemática em si mesmo. Quando vi o trabalho da Kelly, professora do meu filho, sobre a Zilda Arns, achei o máximo e vi logo que isso era uma oportunidade de levar um bom exemplo de ser humano para as crianças... Humanizar a “coisa toda”! E quanta Matemática tem na vida e no trabalho de Zilda. E pra melhorar... tinha total relação com o que eu estava tentando propor para meu grupo. E, por tudo isso, dedico esse trabalho a Kelly.








Começamos lendo a carta da Emília que apresentava a Zilda Arns... Depois passamos a ler textos biográficos sobre a médica. Todo nós temos uma História! Então cada um pensou e pesquisou em casa sobre a sua própria história... Fatos importantes ocorridos em sua vida, ano a ano, pois as crianças precisavam compreender também a passagem de doze meses para completar um ano. Assim, escreviam e desenhavam um fato interessante quando tinham 1 ano, depois 2 anos... até os dias de hoje. Isso tudo foi registrado como um filme.




Através do cartaz abaixo as crianças compreenderam uma série de conceitos. O principal deles foi compreender que a nossa idade é contada a partir do ano que nascemos. É lógico para nós adultos, mas complexo para as crianças entenderem. Era abstrato demais dizer que quem nasceu primeiro era mais velho!!! Eles se desenharam e se posicionaram na tabela. Dessa forma, foram contando os anos e constataram sua idade. Outra oportunidade surgiu, pois quem nasceu em 2006 e faz aniversário em dezembro, por exemplo, ainda tem seis anos, mas na tabela abaixo a contagem dá 7. Uma oportunidade para compreender novamente a passagem do tempo através dos meses. Quantos alunos nasceram em 2005? E em 2006? Um aluno fez o seguinte comentário: "Ah, se a maioria nasceu em 2006 é por isso que está na mesma classe, no primeiro ano!"


Zilda Arns é brasileira, nós também... Uma oportunidade para procurar Matemática em mapas e bandeiras. Retângulos, círculos e losangos....



Conhecemos o trabalho da Pastoral da Criança. Através desse trabalho as crianças aprenderam sobre o soro caseiro e a multimistura.




Qual o meu peso? E a minha altura? Qual o número do meu calçado? Esses números serão sempre os mesmos? O que preciso fazer para ser sempre saudável?  Oportunidade para usar a fita métrica e a balança.


Através dos conhecimentos sobre a multimistura, pensamos como é importante a manutenção da nossa saúde através de uma boa alimentação.

Analisamos o cardápio semanal da merenda escolar e essa foi uma boa oportunidade para ler e escrever listas de alimentos, além de analisar questões ortográficas importantes para o grupo.


Cada um tem sua altura

Tamanho dos nossos calçados

Oportunidade para aprender a amarrar os cadarços
Todos os dados que iam sendo coletados e conhecidos foram sendo registrados numa tabela em sala de aula. As crianças compreenderam o conceito de linha e coluna, fundamental na busca de informações em tabelas desse tipo.


 Assim como no primeiro bimestre, retomamos o início do projeto, através da análise de uma tela de Kandinsky e fizemos uma reprodução da tela Farbstudie Quadrate. As crianças trabalharam duro, mas gostaram do resultado final. 


Essa tela também serviu de inspiração para a confecção de um móbile para a sala de aula.

Pintura de cds usados e fotos das crianças com a lupa

A professora Ana Lúcia Leite, de Educação Ambiental, também procurou Matemática na natureza. A ideia foi compreender que também fazemos parte da natureza e ir em busca de padrões. As crianças criaram mandalas com elementos da natureza.


A Casa de Leitura, através do trabalho de Lília e Bruna, investigaram a Matemática nas obras de arte de Vincent Van Gogh e criaram um livro sobre o pintor e sua obra. Esse livro também foi apresentado aos pais no dia da nossa culminância.


Alunos e seus familiares

A professora de dança, Micheline, apresentou uma coreografia com a música de um filme do 007. Eles adoraram participar. Que pode ser vista aqui: 



Espero que tenham gostado. No próximo bimestre continuaremos investigando... Agora procuraremos a Matemática em volta de nós! Até breve... 







sábado, 8 de junho de 2013

A canastrinha da Emília no Vale do Cuiabá




Assim que soube que o 1° ano está no Projeto Quem procura...Matemática acha!, Emília (Essa mesma que você está pensando, a do Sítio),  tratou logo de escrever uma cartinha para os novos amiguinhos! E ainda fez mais que isso: enviou, emprestada, sua canastrinha para explorarmos e usarmos, com cuidado, seus objetos!

  

 Cada criança levantou sua hipótese a cerca do que havia dentro da caixa: ouro, dinheiro, formas, diamante, brinquedo, livro...


       
Ao abrirmos sua canastrinha encontramos relógio, bolinhas de gude, termômetro, régua, fita métrica, calculadora, dado, dinheirinhos e calendário! Só podia ser coisa mesmo de uma boneca tão esperta! Emília também nos mandou um texto sobre Zilda Arns e a Pastoral da Criança. (Essa ideia, de relacionar o conteúdo matemático em questão à imagem de Zilda Arns é de uma professora muito especial, a Kelly, professora do meu filho Lucas!) E coisa boa tem que andar pra frente, se multiplicar! E foi assim (depois que ela autorizou),  que já chegou à minha sala de aula.  Os alunos aprenderão mais sobre peso, altura, soro caseiro, alimentação e multimistura. Já nesse primeiro momento as crianças gostaram muito e mostraram-se curiosos a respeito da vida dela porque Zilda Arns tinha uma preocupação muito grande com a saúde e o modo de vida das crianças principalmente.









 Através da canastrinha, vamos explorar tudo o que pudermos! Colocaremos, por exemplo, o relógio na sala de aula para aprendermos as horas no seu uso, em função dos nossos horários. Cada material será explorado no seu uso real. E estes também servirão (claro), para a exploração em Língua Portuguesa. Listas, informativos, fichas, textos instrucionais... 




A Matemática está em todos os lugares. Você a vê? No início do projeto as crianças achavam que os números serviam somente para contar. Após algumas explorações já compreendem que os números servem como código, para indicar medida e peso, para contar o tempo e muitas outras coisas. Certamente, ao finalizarmos o projeto, muitos conteúdos matemáticos serão aprendidos, mas algo mais estará incorporado nas crianças: uma nova forma de olhar, uma leitura diferente do mundo que nos cerca. Ver para além dos olhos!

domingo, 12 de maio de 2013

Jogando e aprendendo!


Olá, pessoas!


Hoje vou compartilhar uma experiência com um material muito importante para o primeiro ano: Bingo de letras.

Todos nós sabemos que cada criança tem seu ritmo próprio, mesmo aquelas que vieram de um processo anterior, na Educação Infantil. As experiências vividas no cotidiano, às práticas sociais, o uso da leitura e da escrita pela família fazem total diferença quando os recebemos no primeiro ano.  Sendo assim, muitos já  trazem essas vivências e esses conhecimentos, outros ainda não.  É importante criar, desde o início, possibilidades para que  todas as crianças adquiram tais conhecimentos, o das letras principalmente, o mais rápido possível, pois assim terão condições de interagir no processos de reflexão da linguagem.

É um material fácil de confeccionar e importante lembrar que todas as letras devem ser contempladas. Como será utilizado sempre, deve ser produzido com material resistente e plastificar é o ideal.  Usando o computador ou recortando letras de revistas, pode-se criar um bingo bem bonito que será  motivador para a criançada.

Gosto de trabalhar com o bingo porque é muito dinâmico e o resultado é visível e rápido. A criança gosta do jogo, da brincadeira. É uma forma bem prática de entrar em contato com todas as letras do alfabeto ao mesmo tempo.  É importante diversificar: uma vez o professor sorteia e fala o nome da letra, outra vez o professor sorteia e as crianças dizem o nome da letra e até mesmo  uma criança faz a vez do sorteador.

 Após algum tempo de uso, o professor pode pensar que não necessita mais dele, mas há outra forma de utilizá-lo. No momento do sorteio, ao invés de mostrarmos a letra para que falem o nome, criamos questões, como: ...É a letra do João!  É a letra que está no final de bola. E assim a criança joga pensando fonologicamente.  É interessante observar a capacidade das crianças: quando estão  agrupadas em mesas grandes, além de cuidarem da sua própria cartela, também observam a cartela dos outros: “Olha aí, você tem a letra B!” Outros bingos, como o de nomes, são fontes de muitos conhecimentos.


Como tenho muitas tampinhas de garrafa peço que peguem a quantidade necessária para serem os marcadores. Já é um novo desafio: pensar na quantidade de letras da cartela e buscar tampinhas que correspondam a essa quantidade. A diversão está garantida! Ah, e o melhor, a aprendizagem vem junto!








Um abraço,
Ana

domingo, 5 de maio de 2013

Quem quer vitamina?

Oi, amigos!


Vou compartilhar com vocês uma experiência que foi bem interessante! Durante o trabalho com a parlenda da Vaca Amarela, levei para a criançada um vídeo da Kika: De onde vem o leite?  Esses vídeos  são bem conhecidos e são muito legais. Este, especificamente, mostrava a produção do leite, desde a ordenha até chegar à nossa mesa. 




Lemos um texto informativo sobre a vaca e buscamos as informações mais importantes, no próprio texto, para criarmos a ficha desse animal. Foi interessante, pois essas fichas são cheias de dados.  Como o projeto que estou realizando com eles  tem o objetivo de procurar a Matemática em todos os lugares, acabamos encontramos muita Matemática através da altura, do peso, do tempo de vida desse animal. Nas hipóteses deles, os números serviam apenas para contar... 

Mostrei os numerais que  correspondiam ao peso a altura e ao tempo de vida e perguntei para que serviam? Depois de uma boa conversa eles próprios chegaram a conclusão de que os números também servem para indicar também medida e  peso. Foi uma boa descoberta!


Continuamos a pensar em coisas que poderiam ser fabricadas, feitas com leite. Surgiu uma lista com vários produtos. Novas oportunidades de leitura e escrita.

Num outro dia, levei a receita de uma Vitamina de Banana. Fomos todos para a cozinha da escola para prepará-la...




Na cozinha... Novas reflexões acerca dos numerais presentes na receita: quantidade, medida, proporções... O que aconteceria se não seguíssemos a receita? E se colocássemos açúcar demais? O que cada algarismo estava representando na receita? 

Em sala de aula... Pensamos sobre as características do gênero. Como o texto aparece escrito? A separação dos ingredientes, do modo de fazer. Como já havíamos lido outras receitas anteriormente,  ficou mais fácil, pois já tinham referências. Onde está escrito cada coisa, ajustar o que se fala ao que se lê...

Cada criança, como tarefa de casa, tinha a missão de ler a receita para a mãe e, provavelmente, infernizá-la para fazer! Rsrsrsrs






Que tal uma vitamina de banana? Sirva-se à vontade!