quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Dia especial

Ao chegarmos na porta da sala de aula, expliquei aos alunos que teríamos uma caixa surpresa com uma regra diferente. A adivinha só poderia ser respondida pelos pais e não pelos alunos. Se os pais conseguissem descobrir a resposta, poderiam abrir a caixa.

Os pais ficaram surpresos, pois sempre há alguns que acompanham os filhos durante a entrada. Apesar de não participarem diretamente, sempre percebi o interesse dos mesmos pela movimento que as adivinhas vinham proporcionando.

Eles participaram com bastante empenho. Cristiano, pai do Yago, conseguiu responder corretamente e abriu a caixa. Todos as crianças estavam muito curiosas e ficaram muito felizes quando viram um pacote de yakisoba e o livro "Strega Nona", escrito e ilustrado por Tomie de Paola, da Coleção Crianças Criativas. Quiseram logo saber se faríamos macarrão e se o macarrão foi criado na China. Respondi que ao longo do dia eles conheceriam as respostas para essas perguntas.
















Apesar de um livro da "Nona", mostrei através de um texto da revista "Ciência hoje das crianças", que o macarrão é uma invenção chinesa, apresar de muitos considerarem que é italiana. Todos adoraram a história e quiseram desenhar.




No final da tarde recebemos a visita de uma cozinheira de "mão cheia", a Ilane. Ela preparou um delicioso yakisoba e os alunos comeram pra valer com o hashi.










A experiência foi muito boa e as crianças voltaram cheias de novidades para casa.

Ana Antunes




Bicho-da-seda

  

Outra caixa trouxe diferentes imagens, um mapa mundi e o livro de Marco Polo. Segundo Pedro, o animal de uma das imagens parecia “uma mariposa”. Os alunos foram convidados a observar atentamente as imagens e eles logo verificaram que as imagens correspondiam ao ciclo de vida daquele animal. O texto lido do livro foi “A rota da seda”. No texto há a explicação da lenda do surgimento da seda. Prontamente, eles compreenderam que aquele animal era o bicho-da-seda. Com a ajuda do mapa verificamos a rota.

Na aula de informática, passei um vídeo que achei sobre a produção de seda no Brasil. As crianças ficaram impressionadas como a confecção do tecido que é muito trabalhosa e feita a partir dos casulos de um animal.

A lenda conta que “... a fibra branca dos casulos foi descoberta quando  um casulo caiu dentro de uma xícara de chá que a mulher do imperador segurava. Quando foi pegá-lo, o casulo de desenrolou na sua mão e ela puxou o fio longo e forte.”







Marco Polo e suas histórias





O mais esperado... DRAGÃO!

Mesmo após desvendarem a relação entre a ópera e a China (a China é o cenário da ópera Turandot), os alunos continuam muito entusiasmados em conhecer curiosidades sobre esse país.

Em sala de aula, mais caixas surpresas. Uma, trouxe o que os alunos já estavam pedindo há algum tempo: “Quando é que vai vir o dragão?”


Junto com o dragão, o livro “O nascimento do dragão”, de Wang Fei, Marie Sellier e Catherine Louis, da Editora Companhia das letrinhas. O livro conta que, durante as guerras, o povo chinês sempre pedia proteção para o espírito protetor de um animal. Já cansados de tanto sofrimento, as crianças resolvem criar um animal, com as características mais marcantes dos animais protetores, com o objetivo de unir o povo. E assim, surge o dragão. 






Criando um dragão para a sala:






Criando seu próprio dragão:







Ana Antunes


Divulgando o que aprendemos

Numa semana curta, tínhamos o objetivo de preparar um mural sobre o país que estavamos estudando. Resolvemos mostrar um pouco de cada coisa que aprendemos. Algumas crianças ajudaram na parte artística, criando girassóis, cataventos... Além disso, utilizamos o que já tínhamos em sala de aula, como os pandas, o dominó, o tangram e a chinesa. Outras crianças ajudaram na escrita dos cartazes que comporiam o mural. No final, juntamos tudo o que tínhamos feito e montamos nosso mural.

Depois dos murais montados, os alunos começaram a questionar o motivo das turmas estarem estudando países diferentes.  “A minha irmã está estudando a França!”, disse Joaquim. Instiguei: “Se toda a escola está estudando a ópera e se Turandot se passa na China.... “ “As outras óperas tem a ver com outros países”, encerra Camily.


1° ano

5° ano

Ed. Infantil

2° ano

4° ano

3° ano

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Caça ao tesouro




Outra caixa surpresa quase não foi aberta! A adivinha estava bastante difícil, segundo eles.

O que é, o que é?
É meu, mas meus amigos usam mais do que eu!

Foi um batalhão de respostas, mas enfim, Yago disse: O nome!

Ufa! Salvou os alunos... E a professora!!!! Yago, mais que merecidamente, abriu a caixa. Era um outro “caça ao tesouro”. Eles ficaram muito empolgados. O primeiro caça ao tesouro nos levara a uma cerejeira. E agora?


A brincadeira foi realizada no “Canto de São Francisco”, nosso espaço de Educação Ambiental”. O objetivo era trabalhar com as características de cada "estação", como dizemos, com a leitura das pistas e a escrita das respostas. Além disso, tínhamos que achar um elemento importante da cultura chinesa.

 Para cada pista, uma resposta e um lugar diferente:


Sou a sala de aula sem carteiras?
R= ARQUIBANCADA



As borboletas me adoram. Quem sou eu?
R= BORBOLETÁRIO




Tenho terra fofa, graças às minhocas. Quem sou eu?
R= MINHOCÁRIO




Os “restos” vem pra cá e os transformo em húmus?
R=COMPOSTEIRA




Tem comida fresquinha saindo...
R= HORTA




Tenho um telhado que deixa a casa bem fresquinha.
R= CASA DE TELHADO VERDE




Dou frutas fresquinhas e gostosas.
R= POMAR




Estou na entrada do “Canto”. Vivo nadando e sou originária da China.
R= peixe




As crianças não sabiam que o nome do peixe era carpa. Catharina sugeriu que lêssemos o texto que veio junto ao caça ao tesouro para descobrirmos, pois certamente no texto, haveria de ter no nome do peixe.

Realmente! Era a lenda da carpa que é originária da China.



Em sala de aula, relemos o texto e cada criança desenhou o que mais gostou.



 Ainda em sala, fizemos umas carpas com rolos de papel higiênico, papel de seda e papel crepom para enfeitar o ambiente. Dizem que traz sorte!

Ana Antunes