sábado, 15 de agosto de 2015

A Escola "pega fogo"!

Depois de uma semana de trabalho na volta às aulas, resolvemos criar murais pela escola com as hipóteses dos alunos sobre o que é ópera.  Já tínhamos colhido as respostas com todas as crianças e pensamos em compartilhá-las com a comunidade escolar.

Para ser mais impactante, resolvemos organizar os murais de cada turma no mesmo dia. Enquanto os preparávamos, já se podia observar a curiosidade das crianças. Eles chamavam os colegas, liam as respostas dos outros, concordavam plenamente e rejeitavam veemente algumas delas.

Após a organização dos murais, o assunto virou coletivo! Na hora da entrada, no almoço, e até nos recreios. Todos querem falar sobre a ópera! Os maiores querem descobrir se esse será o tema da nossa pesquisa do semestre. Eles ficam perguntando aos professores e confabulando entre si. Os pequenos ficam "discutindo" suas hipóteses e conversando sobre o que pesquisaram em casa.

O grande nó da situação é que além de termos feito essa pergunta, cada turma tem conhecido o lugar onde se passa a história de sua ópera. Então, meus alunos, por exemplo, estão conhecendo mais sobre a China. Tem turmas falando sobre o Egito,  a França, a Espanha e a Alemanha. Isso confunde a cabeça deles. (De bom propósito), porque não sabem se o tema será ópera ou países! Quando chegarem à conclusão do que é ópera, cada turma lerá seu próprio libreto  e eles completarão o quebra-cabeças! Que bom poder ver os alunos interessados e motivados para aprender. 

A professora Letícia, do 4º ano, leu um trecho do livro "Dom Quixote" e levou um quadro de Salvador Dali para que eles fizessem a leitura da imagem. Depois ela os questionou sobre de onde deveria ser tal pintura e tal história. Também pediu que relacionassem o trabalho com as aulas da professora de teatro que havia levado diferentes objetos. Um aluno, durante o recreio, quis ir para a informática para tentar descobrir a resposta.

Esse movimento tem sido muito maravilhoso. Vejo os professores motivados e sinto a escola VIVA!

Educação Infantil
1º ano

2º ano

3º ano

4º ano

5º ano




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Um dia de trabalho

No espaço multimídia, assistimos a um vídeo do Youtube, com as pinturas de gatos do pintor cearense Aldemir Martins. Os alunos dessa turma são muito sensíveis e ficam muito interessados quando assistem a vídeos informativos. A todo o momento, há um comentário do tipo: “Ah, esse é lindo!” “E esse, que fofura!” “Olha o olho desse!” Para trabalhar com a expressividade, propus que as crianças imitassem os gatos ao dormir, ao “tomaram banho”, ao comer, andar e miar. Anna Lívia de um show na hora da limpeza! Cada criança desenhou seu próprio gato para um painel com os desenhos.

 Na aula de artes, com a professora Talita, os alunos estão construindo um gato que, segundo eles, é da China.











Fomos ao Canto de São Francisco (Espaço Ambiental que integra razão e sensibilidade), para realizarmos algumas atividades: Primeiro,  conversarmos sobre a organização do “Canto”. Esse assunto também servirá posteriormente para falarmos sobre a organização do povo chinês. Perguntamos ao Gustavo, responsável pelo espaço, como ele organiza o trabalho e as ferramentas que utiliza. Foi uma conversa interessante, pois Gustavo é sempre muito solícito com as crianças. Ele foi explicando como o espaço é estruturado e também quais são as atividades da semana.  De vez em quando, alguma criança fazia perguntas, como: “Você se cansa?” Depois que Gustavo explicou aos alunos sobre seu trabalho, combinamos que ele separaria algumas de suas ferramentas para nos mostrar. Enquanto isso, lemos o livro “Gato Xadrez no Jardim das delícias”, de Bia Vilella.






Já em sala de aula, fizemos a interpretação de um texto informativo: "Para quem gosta de gatos".











quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Oba, hoje tem caixa surpresa!





É varinha de condão. Quando raspa na caixinha, faz luz na escuridão. O que é? "Fósforo!"

Júlia acertou a resposta e pode abrir a caixa surpresa, que mais uma vez, ninguém acertou o conteúdo. Era um pen drive.

__O que deve ter aí?

__Pode ser foto!

__Mas não é!

__Pode ser um vídeo!

__Mas não é!

__Pode ser uma música!

__Isso mesmo! Vamos ouvir?

Quando começou a tocar as crianças ficaram surpresas! Que música bonita, disse Joaquim!

Camily: Acho que é da China!!!
Quando se ouve a voz da cantora, Camily afirma: “Agora tenho certeza que é da China!”
Depois, continuou os comentários:
Eu vou fazer uma pesquisa em casa para investigar essa língua!
Sabe... Tem muita coisa misteriosa aí! Na segunda veio a poesia do Gato da China com o mapa e hoje uma música da China. Isso tá muito misterioso!

Catharina: Isso é ópera, heim!!!! Eu gostei muito da música!

Camily: Será que a ópera é da China?

Professora: Será? Temos que pesquisar!


Como é motivante ouvir as crianças. Vê-las tentando buscar respostas, perguntando aos pais as respostas que precisam, pedindo ajuda ao irmãos mais velhos para pesquisarem na internet e ainda, tentando buscar sentido para o que aprendem. Isso só é possível quando não levamos conceitos prontos para os alunos e nos permitimos ouvi-los. Para mim, essa é a verdadeira função da escola. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Os fios do Projeto Ópera

O Projeto Ópera possui dois fios condutores. O primeiro, objetiva conceituar. Cada aluno disse o que achava que era ópera. Diante disso, criaremos situações para verificar tais hipóteses. A ideia é NÃO trazer conceitos prontos, mas fazer com que a criança reflita sobre o que disse e,  através de propostas trazidas pelo professor, chegar a várias conclusões.

As hipóteses:
Nara: Acho que é um quadrado com uma bolinha.
Nicole: É um avião.
Maria Isabel: É um jogo.
Rian: É um tipo de fita.
Nathália: É uma comida.
Thayla: É um tipo de pizza.
Kauã: É uma pessoa machucada.
Bryan: É uma moto.
Vitor: É o nome de um cavalo.
Sophia: É um passarinho.
Ana Clara: É uma casa bem grande.
Maria Luiza de Paula: É uma música.
Maria Luiza Costa: É um trabalho.
Catharina: É uma música. A ópera tem que mexer com a garganta.
Yago: é um trabalho.
João: É um instrumento.
Wallesca: É uma comida.
Cauã: É uma bíblia.
Erick: É quando vai operar uma pessoa.
Kaique: É uma plantação.
Rafaela: É uma história.
Anna Lívia: Um tipo de instrumento.
Camily: É um tipo de máquina simples da China.
Ana Beatriz: É um tipo de toca para se esconder.
Daniel: É um tipo de comida.
Thiago: É um tipo de fábrica.
Thifany: Um tipo de meditação que dobra as pernas.
Pedro: São várias pessoas tocando diferentes instrumentos juntos.
Ezequiel: Uma música.
Maria Eduarda: É um tipo de obra.
Rafane: Um jogo.
Joaquim: É um tipo de show.
Júlia: É uma exposição de arte.
Laura: Uma música

O segundo fio traz, de forma bastante motivadora, elementos que compõem o cenário literário da ópera. No caso da minha turma, a história de Turandot, passa-se na China. A ideia é repertoriar as crianças para que conheçam um pouco mais desse lugar, principalmente através de seus símbolos. Dessa forma, quando a história for lida, creio que em Setembro, já compreenderão diversos elementos presentes no texto.

Na prática:
Adivinha na porta da sala de aula: “ Qual é o  céu que não tem estrelas?”
"Só vamos abrir a porta, se  vocês conseguirem acertar a resposta." Muitas crianças já sabiam a resposta: “O céu da boca!”

O trabalho com as adivinhas se mostrou muito motivante para o grupo. (Apesar de você estar lendo isso hoje, o projeto já está na terceira semana). Os alunos estão “doidos” atrás de adivinhas em casa a fim de terem repertório e já chegam à escola esperando por elas. Isso, para mim, cumpre o papel da adivinha como texto de tradição oral e sua função social, pois eles estão perguntando aos familiares para conhecerem um número maior delas. Além disso, eles falam sobre o assunto entre si e contam para os pais qual foi a adivinha daquele dia.

Para ajudar nas questões de linguagem, essas adivinhas estão sendo escritas em um caderno para fazerem parte de uma coletânea. É um momento muito interessante, pois os alunos colocam em jogo todas as suas hipóteses sobre a escrita.
“Como é que vocês escreveram TEM?
TEI
TEN
TEM

A partir das escritas, podemos fazer diferentes relações com a grafia de palavras conhecidas, reflexões sobre a escrita correta de cada palavra. Quando se tratar de uma regularidade, é possível pensar na regra de forma contextualizada, afinal, estaremos usando a palavra com sentido. E ao se tratar de uma irregularidade, refletimos sobre a necessidade de usarmos a memória e o sobre a frequência do uso da mesma.







Levei para a turma, o livro Pra lá, pra cá, de.....Fernando de Almeira, Mariana Zanetti e Renata Bueno, da Editora do Brasil. O livro conta a história do gato Tonico e sua vidinha na casa de Cláudia. Aproveitei que o livro trabalha com algumas palavras, como: feliz, triste, grande, embaixo, cheio, vazio.... Para que as crianças fizessem gestos ou expressões. Combinei que, quando chegasse o momento, eu daria um comando avisando e eles teriam que criar de acordo com a palavra. Foi bem interessante e a leitura de um livro simples, tornou-se motivadora para todos.

alegre

triste

Quando a leitura terminou, fizemos relações entre a história e a poesia do Gato da China. Thifany disparou logo que os dois gatos eram pretos. Rafane afirmou que Tonico não tinha olhos puxados como o da China. Como o nome do gato era Tonico, Camily disse que o gato era brasileiro.

Propus também algumas situações-problemas, do campo aditivo, sobre o gato Tonico. Foi um pouco tumultuado, muitos querendo dizer a resposta para os colegas. Entretanto, ao final de cada problema, fizemos um compartilhamento das diferentes formas de resolução: uso de palitos desenhados, uso de dedos, desenhos e registro matemático. No final da atividade fiquei muito feliz em perceber que a turma, apesar de grande, afinal são 34 crianças, gera grande satisfação.

 




Um exemplo interessante:
O primeiro problema tinha o fato 5 + 8 e o segundo 8 + 6. João disse: “Se no primeiro é cinco mais oito e é igual a treze, o segundo aumenta um, então a resposta é catorze.” E colocou apenas o número. Compartilhar as formas de pensar é fundamental para ensinar estratégias e não termos apenas uma única forma de resolver uma questão.

O que estou tentando fazer é que os conteúdos estejam a serviço do projeto e dos temas afins. Vamos ver o quanto conseguiremos. As crianças estão gostando muito e também estão intrigadas. "Será que o projeto fala da ópera ou fala da China?" Hum...



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Começando um novo projeto

Oi, pessoal!
Ando muito ocupada, muito atarefada mesmo! Essa nossa vida de professora que não precisa explicar muito, né?

Bem, esse ano tenho uma turma de primeiro ano com 34 crianças. Uma loucura!!!! No início fiquei muito apreensiva com o tamanho da responsabilidade. Entretanto, hoje, posso afirmar que a turma é uma verdadeira “graça”! Eles são muito espertos e muito interessados.

Em relação ao processo de aquisição da leitura e da escrita, posso já afirmar que 30 já leem e escrevem. Uma dádiva!

No primeiro semestre fizemos muitas atividades. Fizemos um projeto sobre a região Centro-Oeste. Trabalhamos muito com o escritor Manoel de Barros, que é uma verdadeira paixão e os alunos concordam comigo.

Agora, no segundo semestre, conheceremos um pouco mais sobre “Ópera”. Minha turma conhecerá a ópera “Turandot”, de Giacomo Puccini. Este projeto permitirá aos alunos o levantamento e verificação de hipóteses, estabelecimento de semelhanças e diferenças e a capacidade de fazer relações. Uma das primeiras atividades, foi fazer o levantamento das hipóteses dos alunos sobre “O que é ópera?”

Turandot é uma ópera, cuja história, inspirada em “Mil e um dias” (contos orientais), conta a história de uma princesa que se recusa a casar. Para cada pretendente, Turandot propõe três enigmas e caso o candidato não consiga respondê-los, a morte é certa! Até que um dia chega Calaf...

A caixa surpresa:
Surpreendi os alunos com uma caixa surpresa! “O que será que tem dentro dessa caixa?” Pois é, mas para abrir, seguindo os moldes de Turandot, precisa acertar a adivinha.

Expliquei que a caixa só seria aberta, se a adivinha fosse respondida. Caso contrário, eles levariam a adivinha para casa e tentariam pesquisar a resposta.



Escolhi uma adivinha beeeeem fácil, para dar aos alunos o gostinho de abri-la:
O que é, o que é?
Tem coroa, mas não é rei.
Tem escamas, mas não é peixe.
Foi uma saraivada de respostas diferentes, mas Rafaela foi certeira na resposta: Abacaxi!



“O que será que tem aí dentro da caixa, gente?”
Foram várias hipóteses: papel, abacaxi, peixe desenhado e até pizza!!!
Rafaela, a “descobridora” da resposta, teve o privilégio de abri-la. Dentro da caixa, um livro: ”Poemas para brincar”, de José Paulo Paes, um mapa-mundi e de brinde, fora da caixa, um papel enrolado.

 






“Um livro e um mapa!” Vamos ver o que é esse rolo aqui?” Logo as crianças viram que era um texto com ilustrações. Comecei a apresentar as páginas do livro e eles logo descobriram no livro a mesma poesia do cartaz: Gato da China!


Camily, muito astuta, logo disparou: “Já sei! Esse livro deve ser da China e o mapa é para a gente ver onde é que fica a China!”

Propus a Camily que procurasse a China no mapa. Ela logo encontrou.


“Quem sabe o mapa não tem relação com a poesia?” Os alunos logo disseram: É! O gato é da China!

Cauã foi logo perguntando: “A gente vai estudar sobre a China?” Camily completou: “O projeto agora deverá ser sobre os países! (Estudamos sobre o Brasil no primeiro semestre).

Depois dessa conversa, li o poema Gato da China que é muito legal e chama muito a atenção das crianças. De quebra, ele fala sobre Xangai, Rio Amarelo, olhos puxados, comer com palitos. As crianças fizeram muitos comentários interessantes e percebi que ficaram muito entusiasmados com a ideia de “estudar” a China, segundo suas conclusões.

Algumas atividades foram propostas com a poesia: identificação de palavras, observar que China e chinês são escritas com CH, outras palavras com CH e o acompanhamento da leitura pelos alunos a fim de relacionarem o falado ao escrito.

Outra atividade de gostaram bastante, foi a confecção de um gato chinês através de recortes. Os alunos receberam uma cabeça de gato e tinham que recortar papel preto para formar o corpo, as patas e o rabo.





Para casa, levaram um trecho da poesia para lerem para os pais.
E isso é só o começo!










terça-feira, 21 de abril de 2015

Entre Sylvia Orthof e Bia Hetzel.... Muitos bichos, muitas crianças, muitas leituras e muitas alegrias!

Quando planejo minhas aulas, adoro estabelecer relações de intertextualidade entre textos. Muitos deles "conversam" entre si e dão mais sentido ao trabalho que estamos desenvolvendo.

Essa "história intertextual" aconteceu no ano passado, mas foi tão boa que eu não poderia deixar de contar. E foi assim que Sylvia Orthof se juntou a Bia Hetzel.

Como professora regente do primeiro ano, expliquei aos outros professores (música, artes...), que trabalharíamos com o livro "Os bichos que tive", de Sylvia Orthof, ilustrado por Gê Orthof, da Editora Salamandra e que mais que provável, o tema animais, muito apreciado pelas crianças, ia aparecer naturalmente.

Pra começo de conversa, realizei uma chamada na classe onde todos deveriam imaginar qual teria sido o primeiro bicho de Sylvia. Avisei que a leitura seria capitulada, um bicho de cada vez! 


As hipóteses num primeiro momento, eram de bichos de estimação bem previsíveis: gato, cachorro, passarinho... Qual foi a surpresa da turma com o título do primeiro capítulo: "A rã Santa Aurora". Foi um texto tão engraçado e surpreendente que os alunos "morreram" de rir com a história do batizado da rã. Eles amaram e queriam mais... Todos queriam falar dos seus próprios bichos: os que nasceram, os que morreram, os que foram atropelados!!!!

A professora de artes começou a trabalhar com argila para que eles modelassem seus bichos de estimação.

Em outro momento, Evangelina trouxe sua hamster Rita para que os colegas a conhecessem. 






Quando fomos ler o segundo capítulo as crianças queriam adivinhar o bicho de Sylvia, já que na primeira vez, ninguém acertou. Foi aí que me surpreendi, pois depois de alguns cães e gatos, uma criança resolve:

"Deve ser uma girafa!"
"Imagina! Não dá pra ter uma girafa!"
"Ué, se ela já teve uma rã, pode ter uma girafa. É a Sylvia Orthof!"

A frase de Gabriel "É a Sylvia Orthof!" me arrepiou porque  isso mostrava o quanto o aluno se apropriara, em tão pouco tempo, do estilo e do jeito de ser da escritora.

"Um elefante incomoda muita gente", conta a relação dela com o circo, aqui em Petrópolis. Esse texto é imperdível e mostra quão engraçada era Sylvia, seu estilo nonsense que agrada a todos. Li o texto em uma reunião de pais para que conhecessem também um pouco do estilo da escritora e para que pudessem conversar com os filhos em casa.

Voltando na questão da intertextualidade, durante essa época, li outros textos sobre animais: informativos, poesias e contos. Isso fez com que os alunos se aproximassem mais do tema e encontrassem mais significado no que estávamos trabalhando.

Um livro que chamou muito a atenção dos alunos foi "De bem com a vida", de Bia Hetzel, ilustrações da Mariana Massarani, da Editora Manati. Foi uma empatia de primeira. É um livro excelente para a fase da alfabetização. Possui texto simples, mas sem perder o encantamento. O livro conta a relação entre a personagem Bia e sua gata Mel. A história ganha novo fôlego com a chegada de um novo felino na casa: Bem.

Ao término da leitura, uma surpresa com a pergunta de Leonardo:

"Será que a Bia da história é a Bia escritora? Está parecendo a Sylvia Orthof falando sobre seus bichos!"

Será? Respondi, mesmo sabendo da resposta afirmativa. Achei que Leonardo fez uma relação mais que perfeita, um levantamento de hipótese maravilhoso. 

Contei para a turma que eu conhecia a Bia pelo Facebook e Pedro sugere mandarmos uma carta para ela. Primeiro perguntei a Bia se ela poderia responder um e-mail das crianças.  Bia foi muito solícita e muito educada. 

Ao chegar com a notícia positiva na escola foi uma total vibração! Pedro foi logo dizendo que teríamos que escrever a carta. Foi então que comecei a conversar com eles sobre uma forma mais rápida de comunicação: o e-mail. Nós já tínhamos feito a diferenciação entre carta e bilhete. Começamos a refletir sobre o que era um e-mail. Eles possuíam bastante informações sobre o assunto e foi fácil estabelecer semelhanças e diferenças. 



Antes da escrita da mensagem que seria enviadapor e-mail, retomamos o livro para uma observação atenta. Eles perceberam a presença de outros animais. Foi a baleia que mais chamou a atenção deles. "Será que a Bia gosta de baleia?" Expliquei aos alunos que a Bia escritora gostava muito de animais, inclusive os grandes como as baleias. "Ah, então a Bia personagem deve mesmo ser a Bia escritora!"


Desenho do livro par Bia 

Desenho do livro par Bia 

Desenho do livro par Bia 


 Mensagem para Bia:


            PETRÓPOLIS, 26 DE MAIO DE 2014
QUERIDA BIA HETZEL,
SOMOS ALUNOS DO 1° ANO DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL PADRE QUINHA. NÓS MORAMOS EM PETRÓPOLIS E NOSSA PROFESSORA SE CHAMA ANA.
ESTAMOS PARTICIPANDO DE UM PROJETO CHAMADO “LER É UM ESPETÁCULO!”  E, ATRAVÉS DELE, ESTAMOS CONHECENDO A VIDA E AS OBRAS DA SYLVIA ORTHOF.  UM DOS LIVROS QUE LEMOS FOI OS BICHOS QUE TIVE. NELE A SYLVIA CONTA SOBRE SUA RELAÇÃO COM OS ANIMAIS. AS HISTÓRIAS QUE MAIS GOSTAMOS FORAM UM ELEFANTE INCOMODA MUITA GENTE, O COELHO OZ E A GATA CLEMENTINA.
NA NOSSA RODA DE CONVERSAS, FALAMOS SOBRE OS ANIMAIS QUE CADA UM TEM EM CASA. NOSSA PROFESSORA LEU O SEU LIVRO DE BEM COM A VIDA E NOSSA AMIGA EVANGELINA, QUE TAMBÉM TEM MUITOS BICHOS, PERCEBEU QUE A PERSONAGEM TEM O MESMO NOME QUE A AUTORA DO LIVRO, OU SEJA, VOCÊ. THIERRY LEMBROU QUE A SYLVIA CONTA SOBRE SEUS ANIMAIS  NO LIVRO E LEONARDO LOGO LEVANTOU A HIPÓTESE DE QUE A BIA PERSONAGEM PODERIA SER A BIA AUTORA. A PROFESSORA ANA CONTOU QUE A BIA ESCRITORA GOSTA DE ANIMAIS MARINHOS E VIMOS QUE NAS ILUSTRAÇÕES DO LIVRO APARECEM BALEIAS, ENTÃO, É BEM PROVÁVEL QUE ESSA BIA SEJA VOCÊ MESMA. SÓ VOCÊ PODE NOS CONTAR!
APROVEITAMOS PARA LHE DIZER QUE GOSTAMOS MUITO DA SUA HISTÓRIA E QUISEMOS DESENHÁ-LA. NÓS TAMBÉM SOMOS AMIGOS DA NATUREZA. NA NOSSA ESCOLA TEM MUITO VERDE E MUITOS ANIMAIS, COMO ESQUILOS, PASSARINHOS, PEIXES, E INSETOS, COMO BORBOLETAS E BESOUROS.
ESPERAMOS DESCOBRIR SE VOCÊ É A PERSONAGEM DO LIVRO. MANDE-NOS A RESPOSTA.
NOSSA PROFESSORA DE MÚSICA, A ELZA MARIA, QUE E UMA CANTORA E MORA NO RIO DE JANEIRO TEM UMA CANÇÃO MUITO LEGAL SOBRE O MAR. VAMOS DESENHÁ-LA PARA VOCÊ.
BEIJOS,
LEONARDO, ANA CAROLINA, GABRIEL FERREIRA, ANGELO, SAMIRA, MARIA LUIZA, LUIS FELIPE, THIERRY, KETHLEN, MARIA CECÍLIA, JOÃO, EVANGELINA, GABRIEL HENRICHS, SARAH, MELISSA, FRANCISCO, RYAN, LARISSA, TAINAN, WILLIAN, HELOISA E PEDRO ANTÔNIO.

Mensagem de Bia para a turma:






Elza, nossa então professora de música e também cantora e compositora, os ensinou a música "Estrela do Mar", para que pudessem cantar, conhecer os animais marinhos e ilustrar a música para enviarmos junto a mensagem.

 


Bia Hetzel é uma pessoa muito amorosa e conhece a alma das crianças. Após nosso contato, as crianças descobriram que, fora do livro, aqueles eram personagens bem reais. "Eu sabia que era a Bia de verdade. Igual a Sylvia." "A Sylvia adorava o elefante e a Bia adora a baleia!"

E foi assim que as crianças descobriram que podemos escrever sobre fatos reais, coisas que acontecem em nossas vidas e que, em alguns casos, essas histórias viram... Livros! Com isso, uma história que era só sua, acaba sendo conhecida por muitas pessoas. 

O mais importante é que, assim como Bia, que é Hetzel, e Sylvia, que é Orthof, nos ensinam a simplicidade e a singeleza da vida de forma tão especial. 

Um agradecimento muito especial para Bia Hetzel aqui na Terra e outro para Sylvia Orthof, lá no céu!

Ana Antunes